ILINX - Revista do LUME


A Revista ILINX pretende ser uma publicação que enfoca as pesquisas práticas e teóricas sobre o corpo em arte em seus dois números anuais. Os artigos podem ser publicados tanto em português como em espanhol.

ILINX, segundo a classificação de Roger Callois, é uma família de jogos que geram interrupções temporárias da percepção como vertigens, tonturas, desorientação ou mudanças repentinas de movimento. Achamos a definição eticamente aplicável para uma revista que tem como objetivo a discussão do corpo como potência criativa. Pensar o corpo-em-arte – corpo-subjétil – na contemporaneidade significa realizar deslocamentos ontológicos, epistemológicos, etimológicos, pedagógicos e metodológicos que levam o pensar-fazer para essa zona de fronteira que interrompe as doxas da percepção capturada e normatizada. A cada artigo ou documento publicado se busca um estado-ilinx: para além de gerar um conhecimento racional, organizado, classificado, compartimentalizado com o corpo-em-arte, garimpamos aqui os artigos-vertigens, artigos-tonturas, artigos-desorientação. Vislumbramos os conceitos que nascem no/com o corpo: todo um conceito corpóreo, pois na zonzeira dos textos-Ilinx as frases são escritas com o suor do treino, suor do ensaio, suor da sala de aula, suor da apresentação do espetáculo ou ação performática, suor da leitura, re-leitura e também com o suor da busca do conceito. Textos e documentos que, sem medo da experimentação, buscam a prática-da-teoria-na-teoria-da-prática.

A Revista Ilinx nasce para criar discussões, gerar desconfortos e desorientações e seguir Clarice Lispector em sua frase poética:

“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.”

Bem vindos e bom apetite a todos!

Renato Ferracini

Editor-Chefe

Notícias

 

Chamada ILINX 10 e 11 - Artes Presenciais, Ação Crítica e Poéticas de Descolonização

 

Devido a importância e demanda do tema dedicaremos duas edições a essa chamada.

A colonialidade, em diversos países, implementou a  extração dos recursos naturais, a exploração através da conquista e controle de terras, a escravidão e a divisão de raças. Mais do que isso,  houve um controle do conhecimento e da subjetividade, que foi emaranhada na questão da modernidade/colonialidade levando a uma geografia do conhecimento específica e a um controle da existência. Esse controle do conhecimento e da subjetividade atua em várias instâncias. Há diferenças epistêmicas em termos de entendimento do mundo que aparecem em cosmogonias, narrativas, saberes e práticas. Interessa-nos discutir questões sobre o pós-colonialismo e o descolonialismo a fim de pensar a prática e a arte da cena no Brasil. A ILINX convida a todos os pesquisadores das artes da cena a pensarem essa problemática.

Essa chamada foi prorrogada até o dia 20 de Abril de 2017.

 
Publicado: 2016-10-05
 
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n. 10 (2016)


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