Educação como poiesis: o trabalho sobre si por meio da dramatização

Theda Cabrera

Resumo


Esta comunicação tem como base minha experiência empírica como artista-educadora e pesquisadora na utilização da dramatização (Cabrera, 2015) de contos filosóficos (Carrière, 2004, 2008) como veículo e manifestação de um trabalho sobre si (Gurdjieff, 1993; Ouspensky, 1995) na formação inicial de educadores.

Verifica-se que um trabalho sobre si por meio da dramatização de contos filosóficos favorece a percepção dos educadores em formação inicial de que, enquanto estão diante de uma turma de aprendizes, muitos outros processos interiores acontecem simultaneamente ao simples ‘ensinar conteúdos’. Estes processos de tensões musculares desnecessárias, de fechamento do sentimento, de rigidez mental obstaculizam seu contato direto e genuíno consigo e, consequentemente, com os aprendizes. Por meio da dramatização de contos filosóficos onde aparecem mestres desconcertantes toma-se contato com outros modos possíveis de ser (Merleau-Ponty, 1992) educador, iniciando-se na mestria (Gusdorf, 2003).


Palavras-chave


Trabalho sobre si, Dramatização, Contos Filosóficos, Formação de Professores, Mestria.

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